"Se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa e ela um furacão." (John Green)
Sinopse: "Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez"."
Se você deseja ler esse livro e
espera encontrar uma história cheia de paixonites de adolescente em colégios,
sugiro que procure outro livro, A história de "QEVA" está longe de
ser um romance "água com açúcar", na verdade, diria que John Green,
tem um jeito Sheakespeare de escrever [risos].
Embarcaremos na história com
Miles e logo de cara, graças à maneira cronológica de divisão dos capítulos,
perceberemos que algo muito importante vai acontecer, essa divisão é
responsavel também por prender o leitor e incentivá-lo a continuar a leitura
ansiosamente até chegar o dia 0. E quando chega, é uma surpresa...
Na Culver Creek, Miles conhece o
Coronel, o seu colega de quarto, que o apresentará à Alasca, a personagem que
guia a trama, de certo modo, até o final, juntamente com a Romena, Lara e
Takumi, o japonês que canta rap, juntos, eles vivem aventuras, causadas pelos
trotes e a "guerra" entre os Guerreiros e os amigos de Coronel, fumam
e bebem - correndo sempre o risco de serem pegos, sempre de maneira intensa, principalmente
para Miles, que está vivendo tudo isso pela primeira vez.
"Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia."
A Alasca que rouba a cena
constantemente [sem contar que roubou até o título, típico dela hahaha], é o
completo oposto de Miles, enquanto ele é meio [para não dizer completo] sem
personalidade, a Alasca é intensa demais, sem contar na sua
"bipolaridade", pois ora está
de bom humor, ora está rude, ela é um mistério para Miles e mesmo assim, ele
consegue se apaixonar por essa garota libertina e singular. [sim, mas não é
nada convencional ou "água com açúcar"].
"Não sabia se podia confiar nela e já estava cansado de sua imprevisibilidade – fria num dia, meiga no outro; irresistivelmente sedutora num momento e insuportavelmente chata no outro."
"Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."O final deixou uma questão aberta, que me atormenta até os dias de hoje, quase um ano depois de ter lido, 'QEVA" é um livro intenso, tanto quanto seus personagens e sem dúvidas, a maioria de vocês vão gostar dele e mais, vão ficar com seus questionamentos por um bom tempo na cabeça, o que é um ponto positivo!



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